Meu filho não gosta de ler. O que fazer?

Meu filho nao gosta de ler. O que fazer |

Essa frase costuma vir carregada de preocupação — e, muitas vezes, de culpa.
Mas vale começar com um alívio importante:

seu filho não nasceu “sem gostar de ler”.
O que ele ainda não encontrou foi um livro que faça sentido para ele.

Ler não é um gosto abstrato. É uma experiência.

Ninguém “gosta de ler” em tese.
Gostamos de histórias que nos pegam, de imagens que nos intrigam, de personagens que parecem vivos, de livros que dão vontade de tocar, abrir, virar, brincar.

Especialmente na infância, o livro não é só texto.
Ele pode — e deve — ser:

  • objeto de curiosidade
    convite ao jogo, extensão da imaginação, quase um brinquedo

Livro não é castigo. É descoberta.

Quando a leitura entra na vida da criança como:

  • obrigação, cobrança, comparação com outras crianças
    ela perde sua força mais importante: o prazer.

Criança lê quando: ri, se espanta, pergunta, se reconhece, se emociona
E isso acontece quando o livro conversa com o mundo dela.

O que muitas vezes está por trás do “não gosto de ler”

Na prática, o que vemos é:

  • livros inadequados para a idade

  • excesso de texto, pouca imagem

  • histórias pouco conectadas à infância real

  • leitura apresentada como dever escolar, não como experiência

Não é desinteresse. É desencontro.

Livros que parecem brinquedos (e são muito mais que isso)

Bons livros infantis:

  • estimulam a imaginação

  • desenvolvem linguagem

  • fortalecem o pensamento simbólico

  • ampliam vocabulário

  • treinam atenção e memória

Tudo isso enquanto a criança brinca.

O desenvolvimento cognitivo não acontece só no silêncio e na disciplina.
Ele acontece no riso, na curiosidade, no espanto, na pergunta inesperada.

Livro bom é aquele que dá vontade de voltar.

O papel do adulto: menos cobrança, mais presença

Ler junto faz diferença.
Comentar a história.
Perguntar “o que você acha?”
Aceitar que hoje a criança só quis olhar as imagens — e tudo bem.

A relação com a leitura se constrói no vínculo, não na exigência.

Ler é um caminho, não uma meta

Seu filho não precisa “amar livros” agora.
Ele precisa: se sentir convidado, respeitado no ritmo, livre para descobrir
Quando o livro vira território de afeto,
o gosto vem — quase sempre — depois.

Crianças não rejeitam a leitura.

Elas rejeitam experiências sem vida.

Quando o livro: provoca alegria, instiga perguntas, desperta imaginação
ler deixa de ser tarefa
e vira encontro.

E é isso que fica para a vida.

Ninguém “gosta de ler” em tese. 

Gostamos de histórias que nos pegam, imagens que nos intrigam, personagens que parecem vivos. Na infância, o livro não é só texto — ele pode (e deve) ser um convite ao jogo, à imaginação e à descoberta.

O problema nem sempre é a leitura

Na maioria das vezes, o que existe é um desencontro:

  • livros inadequados para a idade

  • excesso de texto e pouca imagem

  • histórias distantes da infância real

  • leitura apresentada como dever escolar

Não é desinteresse. É falta de conexão.

O papel da família: menos cobrança, mais presença

Ler junto, comentar a história, aceitar que hoje a criança só quis olhar as imagens. O vínculo com a leitura nasce da relação afetiva, não da exigência. O adulto é quem estimula, é um mediador, não um fiscal.

A Lagarta Editora deseja as melhores leituras com seus filhos!!!!!!

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